Archive for September, 2009

Classico!

September 29, 2009

Front

Só isso basta!

01.Boom Shacka Lacka – Hopeton Lewis
02.On The Beach – The Paragons
03.Come On Little Girl – The Melodians
04.Rocking Soul – Tommy and Roy
05.Girl I’ve Got A Date – Alton Ellis
06.Musical Date – Winston Wright
07.Wake The Town (take 2) – U Roy
08.Ali Baba – John Holt (original version,unreleased on cd)
09.I Cant Hide – Ken Parker
10.Its Raining – The Three Tops
11.Wear You To The Ball – The Paragons
12.You Dont Care – The Techniques
13.Go Lizzy Go – Lizzy and Dennis Alcapone
14.Cry Tough (take 5) – Alton Ellis and The Flames (previously unreleased)
15.Happy Go Lucky Girl – The Paragons
16.Rock Steady – Phyllis Dillon
17.Carry Go Bring Come (Rocksteady) – Justin Hinds
18.Baba Boom – The Jamaicans
19.You Dont Need Me – The Melodians
20.Rock Away (take 5) – U Roy and The Melodians (previously unreleased)
21.On The Beach (medley) – The Paragons
22.Shake It (take 2) – Alton Ellis

Baixar Disco

Boa audição!

GONN: Uma banda permeada de querosene, ruído e fuzz!

September 25, 2009

gonn1

O disco começa com a declaração: The universe is permeated with the odor of kerosene, em seguida vem um dos mais sebosos e brutos riffs do punk sessentista, Blackout of Gretely são mais de quatro minutos de guitarra e vocal saturados em cima de uma letra sobre a Segunda Guerra Mundial. A declaração do inicio, é um convite para a audição de uma pérola que reúne todos os aspectos mais primitivos dos Stones, só que elevados à décima potência no quesito “crueza” e mais toques, segundo seus próprios integrantes, de The Standells, Count Five e The Yardbirds. O disco ainda conta com uma versão nervosa para You Really Got Me e uma versão satânica para Hey Joe.

Entre o final de1966 e o começo de 1967 sai o primeiro compacto que trazia a devastação sonora Blackout of Gretely no lado A e Pain in My Heart no lado B, clássico na voz do soulman Otis Redding e também gravada pelos Rolling Stones, nos quais o Gonn se baseou para fazer sua versão. O line up então contava com Craig Moore (vocal principal e baixo) Gerry Gabel (órgão e vocais), Gary Stepp (guitarra rítmica), Rex Garrett (guitarra principal) e Brent Colvin (bateria). O single foi prensado naquele ano em apenas 600 cópias pela Emir Records de Iowa e hoje custa a bagatela de 1.000 dólares em sites como Ebay.

Com o mesmo line up ainda gravaram um segundo compacto no início de 1967, contendo Doin’ Me In no lado A e I Need You (cover do Kinks) no lado B, que nunca foi lançado, até possivelmente ter visto a luz do dia novamente em 1984 na compilação Rough Diamonds: The History Of Garage Band Music Vol 9 – Gonn (Voxx Records). Doin’ Me In é a sucessora de Blackout of Gretely, tendo que ser grava mais de uma vez devido o excesso de gritos e barulho, mas apesar de ser uma segunda gravação a música ainda é brutal e demoníaca o suficiente quarenta anos depois. No meio de 1967 ainda gravaram outro single, esse sim lançado e que continha Come With Me (To The Stars) no lado A e You’re Looking Fine no lado B.

No ano de 1968 o Gonn se desfaz, seus integrantes tomam rumos diferentes o que invibializava a banda. Mesmo assim Dave, Gerry e Craig ainda testam mais três novos line ups para o Gonn, até finalmente encerrar a banda em 1969.

Blackout of Gretely foi regravada pelos Fuzztones em seu segundo single Leave Your Mind At Home em 1984 e a versão original do Gonn circulou por inúmeras compilações piratas dedicadas ao garage e ao punk ainda nos anos 80.

Em 1990 a banda se reune novamente para um show em frente ao Rio Mississipi. E em 1996 lançam oficialmente seu primeiro Lp, chamado Gonn With The Wind, com seis dos sete integrantes que passaram pela banda, contendo uma faixa ao vivo da reunião de 1990. Em 1997 fazem turnê pela Europa, passando pela Itália, França e Holanda. Ainda nesse ano participam do Fuzz Fest em Atlanta. Em 1998 a Sundazed Records lança, como parte de sua série BeatRocket, um Lp contendo material extra do Gonn de 1966-1967, além de seus compactos, com uma produção fiel as master tapes analógicas originais.

À título de curiosidade, a razão pela qual Blackout of Gretely não constar na versão original da compilação Nuggets, lançada em Lp em 1972, era que ela passava dos quatro minutos, quesito usado para a seleção e produção da coletânea em seu formato original.

Em 2001 mais uma turnê européia e em 2004 se dá a entrada do Gonn para o Iowa Rock And Roll Music Association Hall Of Fame, figurando assim ao lado de Buddy Holly, Ritchie Valens, Bobby Vee, DJ & The Runaways, The Trashmen, The Union Jacks, Al’s Untouchables entre outros. No ano de 2007 a dupla responsável pelo clássico 60’s punk Blackout of Gretely, preparava um novo álbum e anunciavam mais shows pela frente.

gonn

01 Blackout of gretely

02 Don’t need your lovin’

03 I need you

04 You can’t judge a book

05 Come with me

06 Pain in my heart

07 You’re lookin’ fine

08 Doin’ me in

09 Sometimes good guys don’t wear white

10 Death of an angel

11 You really got me

12 In the midnight hour

13 Signed d.c.

14 Hey joe

Baixar disco

Reginaldo Rossi Roqueiro e de Cabelo Liso

September 17, 2009

reginaldo-rossi-1

Reginaldo Rossi como você nunca viu. De rei do brega à jovenguardiano, ou melhor de jovenguardiano à rei do brega. Antes de compor músicas memoráveis como “Mon amour, meu bem, ma feme”, Reginaldo era conhecido por músicas como “O Valentão” – que fazia alusão ao cantor Erasmo Carlos – e “Você não pode parar”, com um Sax raivoso e cru, semelhante ao de “Have Love, Will Travel” de The Sonics.

Enquanto a maioria das bandas se ocupava em fazer versões de bandas inglesas, o pernambucano fazia um som muito mais original, com outras influências e letras que iam de Cachorros ao Vietnã.

O disco começa com a balada “Para de Chorar” que tem um refrão fácil de ser cantado e um órgão bem interessante. “Para de Chorar” já é um passo para o brega, com sua letra melosa que fala sobre brigas de casal. E quando você escuta “Complexo de Cachorro”, se pergunta “esse é realmente o Reginaldo Rossi?” é, é ele mesmo, gritando e sendo acompanhado por uma guitarra nervosa. “O Valentão” é uma alfinetada agressiva, com uma dose tímida de fuzz, dirigido a Erasmo Carlos, versos como “era um moço alto/ muito forte, bonitão/ as moças da cidade/ o achavam tremendão/ mas tinha a mania/ de ser muito valentão/ e vai acabar na prisão” remetem claramente ao tremendão.

O golpe de mestre de Reginaldo aconteceria vários anos mais tarde, quando ele desistisse do rock, que não era tão apreciado em Recife e decide se tornar o “rei” irreverente do “brega” .

Enfim, baixem e escutem o disco, garanto que vocês terão uma agradável surpresa.

Baixar Disco

“Na minha época a gente não cheirava cocaína, a gente cheirava era a xereca das meninas!” (Reginaldo Rossi)

Kingston neles!

September 12, 2009

Capa

Sem muitas delongas, post para os amantes da musica jamaicana, uma perola de berço Jamaicano, Kingston, Rico Rodriguez ou Reco Reco… Trombonista excepcional, teve seus primeiros contatos e ensinamentos atraves do amigo e tambem excepcional musico, Don Drummond na Alpha Boys School.

Sem tantas firulas, deixamos está bela perola para o deleite de todos. Boa audição!
Baixar Disco

Os Haxixins e Seus Delirios

September 5, 2009

Os+Haxixins+

Com seus amplificadores valvulados, órgão Vox e mais um bando de equipamentos vintage, Os Haxixins vêm tocando toda a sua lisérgia sônica pelos lugares mais fuzzleiros da zona leste de São Paulo, apelidada de Zona Lost pelas outras bandas garageiras que foram paridas por lá. Os Haxixins é uma banda de garage revival, não só no som, como no visual e nos equipamentos de som e luz.

O grupo praticava umas experiências parecidas com as que estão documentadas no livro “Clube dos Haxixins”. Essas experiências consistiam no uso de haxixe, levando seus membros a se deliciarem nas mais fantásticas alucinações e pesadelos. Artistas como Charles Baudelaire e Téophile Gautier faziam parte desse tal clube. Identificada com o livro, a banda passou a se chamar Os Haxixins.

As musicas falam de viagens às cavernas, delírios, espaçonaves e muito acido. Com um fuzz face dallas arbitrer do Fábio Fiuza berrando no talo e o farfisa derretido do Alexandre Alôpra, Os Haxixins mostram que vieram mesmo das cavernas.

De The Seeds pra baixo, vêm as influencias dessa banda que surgiu em 2003 na Zona Leste de São Paulo, lugar onde predominam as bandas mais obscuras do Brasil. Só com um pedal fuzz e a coragem, Os Haxixins começaram a saga da gravação das musicas, a idéia era fazer o som chegar o mais próximo possível do que era feito na década de 60. Foram varias tentativas frustradas, até que com ajuda de instrumentos da época e amplificadores valvulados, uma mesa de som analógica e uma fita de rolo, conseguiram a tão sonhada sonoridade rápida e suja das bandas de garage dos anos 60.

As musicas foram upadas no My Space da banda, e então surgiu o convite do selo português Groovie Records para gravar um vinil 12”. Foram apresentadas composições próprias mergulhadas em acido lisérgico (redundância, foda-se) e dois covers muito bem escolhidos: Dirty Old Man (The Electras) e In The Deep End (Artwoods) na versão turca do Istanbul Erkek Lisesi. O Disco rendeu boas resenhas em publicações conceituadas, como Shinding (Inglaterra) e Lost In Tyme (Grécia), além do portal de garage punk espanhol I-Punk. Na seqüência, veio a primeira turnê européia, que passou por Portugal, Espanha e Itália. Na viagem, a banda fez shows memoráveis em santuários do garage rock mundial, como La Pequeña Betty e La Gramola (Espanha) por onde já passaram importantes bandas da cena garagera e Skalleta (Itália), por onde já passou o eterno líder do Love, Arthur Lee.

Quando voltaram ao Brasil, o baixista Daniel teve que abandonar a banda para se dedicar mais aos Cavernas. Entrou Caio Sergio e voltaram pra Portugal, lá gravaram mais duas musicas: “Depois de um LSD” e “Espelho Invisível”. As musicas foram lançadas vinil 7” pelo selo Groovie Records. De volta ao Brasil, gravaram umas vinhetas que foram sendo exibidas durante a programação da MTV.

Não demorou muito, voltaram pra Europa para mais uma turnê. O selo americano Get Hip se interessou por eles e relançou em vinil e em cd o primeiro disco. Agora a banda prepara o lançamento de um compacto duplo por um selo do Texas.

haxixins

01. Onde Meditar

02. Dirty Old Man

03. Depois Eu Volto

04. Surgia Por Sobre a Relva

05. Se As Pedras Cairem

06. Davi e Seus Delirios

07. Em Algum Lugar da Mente

08. Viagem as Cavernas

09. Preciso te deixar

10. In The Deep End

11. Algumas Milhas Daqui

12. Atras de Espaçonaves

13. Voltei Demente

14. Acido Fincado

Baixar disco

The High Numbers

September 2, 2009

the high numbers

Em 1964, o Who trocou de nome e associou-se ao movimento Mod. Tudo isso se deu pela intervenção do empresário Peter Meaden, que queria fazer do Who uma banda Mod. Com o Nome de High Numbers, eles chegaram a lançar um compacto e gravaram dois covers. O compacto teve seus dois lados composto pelo próprio Meaden. Zoot Suit no lado A, que soa como uma versão de Misery do The Dynamics, I’m The Face no lado B inspirada em I got Love If You Want It de Slim Harbo. E ainda gravaram Here ‘Tis do Bo Diddley e Leaving Here de Eddie Holland.

No fim de 64, depois de dar um pé na bunda do empresário, o High Numbers voltava a se chamar The Who. Como o fracasso do single, até o final da década de 60 o High Numbers passou despercebido, até que nos anos 70, Zoot Suit e I’m The face passaram a integrar algumas coletâneas.

Compacto:

Lado A – Zoot Suit

Lado B – I’m The Face

Baixar Compacto

Covers:

Here ‘Tis

Leaving Here

Baixar Covers

AB