Archive for March, 2010

Os Vampiros Vão Invadir Belém

March 10, 2010

Depois do lendário show do Lendário Chucrobillyman, do divertido show do Crazy Legs e do show mais foda de 2009 com o Dead Rocks, o povo da This is Radio Trash traz à Belém o trio de vampiros porto-alegrenses mais barulhentos e obscuros que essa nossa cidade já viu.

Dê uma lida no release abaixo e faça o download do primeiro álbum da banda.

O trio de punk-polka favorito de Satã surgiu em junho de 2005 em Porto Alegre com o EP “The Devil Is a Preacher”. O álbum “Gotham Beggars Syndicate”, gravado em 2006 no estúdio Music Box (com co-produção de Alexandre Birck), relançado nos Estados Unidos e Canadá em abril de 2008 pelo selo norte-americano Devil’s Ruin Records, e distribuído também na Argentina pela Rastrillo Records, foi apontado por diversos veículos de imprensa como um dos melhores lançamentos do ano.

A Damn Laser Vampires foi destaque na edição brasileira da Rolling Stone e na Rue Morgue Magazine (Canadá); teve resenha do álbum na alemã Virus Magazine (principal revista de horror da Europa, publicada em todos os países de língua germânica); participou de importantes festivais pelo país como Goiânia Noise, Psycho Carnival, Gig Rock, Macondo Circus, Morrostock Open Air, Rock Jr, entre outros. A banda tem 4 músicas na trilha do filme “Ainda Orangotangos” (Melhor Filme no Festival de Cinema de Milão 2008), de Gustavo Spolidoro, e em janeiro de 2009 lotou o Grande Hall do Santander Cultural em Porto Alegre, com participações de Frank Jorge, Jimi Joe e Marcelo Birck.

Atuando também como artistas gráficos, os Vampires realizaram duas exposições de arte sob o nome da banda. A primeira, em 2008, no saguão principal da Casa de Cultura Mário Quintana (Porto Alegre), a convite do Festival Internacional de Cinema Fantástico FANTASPOA. A segunda na galeria The Next Ones.

Em julho de 2009, por ocasião da 5ª edição do FANTASPOA, a banda foi dirigida pelo neozelandês David Blyth como protagonista de um curta-metragem a ser exibido na edição de 2010 do festival.

Os Vampires atualmente preparam sua quarta tour por São Paulo e anunciam para breve o lançamento do aguardado segundo disco, mais uma vez pela Devil’s Ruin Records.

A DLV costuma dirigir e produzir seus próprios vídeos, que podem ser vistos aqui.
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Music Machine

March 8, 2010

No inicio eles se chamavam Raggamuffins e tocavam folkpop. Acreditem, uma das bandas responsáveis por toda a barulheira do garge punk 60’s, tocava folk no inicio. Mas bastou a entrada de Doug Rhodes e seu órgão farfisa e Marck Landon com sua guitarra fuzz para o Music Machine mostrar do que eles eram capazes.

O vocalista bonniwell pensava em algo chocante para o visual, e decidiu que só usariam a cor preta em tudo. Roupas, instrumentos, equipamentos e até no cabelo. Isso mesmo, todos os integrantes tingiram o cabelo na cor preta e ainda fizeram o clássico corte “cuia de tacaca”. O visual dark e as musicas berradas e agressivas empolgavam os jovens que gritavam na frente do palco, irritando os integrantes da banda, que mantinham uma postura bem arrogante durante os shows. Mais de uma vez um show do Music Machine terminou em porradaria. Nenhuma banda da época tinha uma estética tão assustadora quanto o Music Machine.  Não precisa nem dizer que viraram malditos no mundinho hippie que estava se formando em L.A.

Em 1966 eles foram para o estúdio gravar Come On In e Talk Talk. Talk Talk estourou e foi a primeira banda de garagem que alcançou a 15º posição nas paradas da Billboard e o numero um nas rádios de Loa Angeles. Talk talk é uma boa definição para o som da banda. São dois minutos de fuzz no talo, levada bem agressiva, órgão farfisa e a voz potente de Bonniwell no comando.

Os caras estavam com o diabo no coro, logo gravaram o primeiro disco. As gravações foram rápidas e ainda em 66 o disco estava nas lojas. Turn On é um dos clássicos do garage punk, é o inicio de um estilo totalmente único com a combinação de fuzz seco e rasgante com o órgão farfisa e a voz grave e berrada de Sean Bonniwell. O Fuzz Box foi feito em casa pelo baixista Keith Olsen, depois do Music Machine, 90% das bandas de garagem dos anos 60, usariam esse mesmo pedal. O Music Machine sabia muito bem como fazer musicas agressivas e ao mesmo tempo dançantes, talk talk, trouble, Masculine Intuition e The People In Me são bons exemplos dessa combinação.

Foram lançados mais dois singles, que não conseguiram ter nem 10% do sucesso do primeiro. O clima da banda começava a ficar ruim, os integrantes reclamavam que o vocalista ganhava muito mais que eles, que ganhavam quase nada. Sean Bonniwell andava realmente frustrado por não conseguir colocar mais nenhum hit nas paradas. O clima estava péssimo e os demais integrantes resolveram sair fora. Bonniwell resolveu seguir com a banda e rompeu o contrato com a Original Sound, o que significava perder o nome “Music Machine”. Mesmo assim, ele recrutou alguns amigos, assinou com a Warner e gravou o segundo disco da banda. Com o nome de Bonniwell Music Machine, o disco chegou às lojas no inicio de 67. Como os dois últimos singles, o ultimo disco foi um fracasso. Em 69 Sean ainda tentou a carreira solo com o disco Closer que foi totalmente ignorado.

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