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Agachate e Mira Mi Corazon!

September 14, 2010

O terceiro disco da série é da banda espanhola de Valência chamada Wau y Los Arrrghs, eles tocam garage punk, são muito conhecidos na espanha, mas só lá mesmo, não consegui quase nenhuma informação sobre eles, não sei quando lançaram seu primeiro disco, não sei o nome dos seus integrantes, não sei nada sobre eles mesmo, só sei que esse disco é o disco de garage punk mais tora que eu já escutei, eles são realmente insanos, seu vocalista, juanito wau, é um cara de uns 30 ou 40 anos, mas é um completo porra louca, sua voz tem um grave absurdo, é como se usassem uma moto serra numa banda de garage. É até engraçado escutar um cara que tem voz de motoserra dizer que em outra vida quer ser a mulher de Link Wray, como o cara diz na última música do disco “Viva Link Wray”, onde eles declaram todo o seu amor pelo mestre. Engana-se quem pensa que o disco é só música rápida e agressiva, tá, 99% do disco é só música rápida e agressiva, mas tem uma baladinha que é uma das melhores do disco, “No Mientas Más”, é uma versão de alguma música dos Mockers, e não é a única versão, o disco ainda conta com outras quatro versões de bandas desconhecidas. Esse é o segundo disco, o primeiro é o Wau y Los Arrrghs Cantan en Español, também não achei muita informação sobre ele, só sei que eles pegaram algumas músicas de bandas como Los Saicos, The Trashmen e We the People e fizeram versões mais rápidas e pesadas.

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“Las Mujeres de Link Wray”

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Do the Ripper! Do the Jaguar! Do the Caveman!

July 11, 2010

Vou começar a postar uma séries de discos de garage/garage revival/garage punk, e vou começar com os Incredible Staggers.

hahaha, vi num blog um cara falando “O revival do MOD continua de vento em popa na Europa”, e logo depois ele manda um link do primeiro disco dos Staggers. Eu pensei “que burro, dá zero pra ele”. Só porque os caras tem um visual anos 60 eles são mods? Será se esse cara escutou o disco? Os Staggers realmente tem alguma influência MOD, mas é bem pouco, não pode ser considerada uma banda revivalista desse gênero, o som deles é um som bem garage, os Staggers são revivalistas do garage, do surf e do trash, isso sim, e a primeira evidência disso é: Eles usam pedal Fuzz. Segunda evidência: Eles usam um orgão Farfisa. Terceira evidência: O cabelo do vocalista é muito cavernoso e a voz dele parece a de um zumbi implorando por sangue. Agora vamos juntar todas essas evidências, o que nós temos? Temos uma banda de garage surf trash. Agora vamos passear pelas suas influências:Screaming Lord Sutch, Back from the Grave comps, The Novas, The Wailers, Casey Jones and the Governors, Ronnie Cook, The Snobs, Gerry Lewis and the Playboys, The Trashmen, Dick Dale, Link Wray, Las Vegas Grind comps, Teenage Shutdown comps, etc, etc, etc… Agora digam-me essa banda é revivalista do MOD?

Esses malditos vêm da Austria, onde segundo eles, é infestada de indies, emos, guitarras pops e eletrotechnoalgumacoisa, e a banda é formada por Wild Evel no vocal cavernoso, Lightning Iris no farfisa matador, Shakin Matthews e Los Fixos nos pedais fuzz, The Earl of Krigor no baixo Vox e Candee Beat na bateria nervosa.


Muito cavernoso, né?

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Aí estão os dois discos lançados, o primeiro é de 2006 e é o melhor na minha opinião, o segundo foi lançado esse ano e meio que caiu um pouco de produção, como eu não consegui achar a capa do disco, vou colocar um clipe cheio de zumbis muito foda que eles fizeram.

*Até o fechamento dessa edição, vi num outro blog um cara indicando a mais nova banda de “rockabilly dessas pintas austriacas em plena atividade: THE INCREDIBLE STAGGERS”

Maximum Rock & Soul

May 22, 2010

Já pensaram em substituir o Wayne Kramer do MC5 por Aretha Franklin? ou tirar o Iggy Pop dos Stooges e colocar a Tina Turner no lugar dele?
Pois é, já fizeram isso, e foi há mais de dez anos atrás, quando Lisa Kekaula e o guitarrista Bob Vennum decidem montar a banda The BellRays. A banda começou fazendo soul com improvisos de jazz e blues, mas com a entrada do guitarrista Tony Fate o negócio pegou fogo, Vennum passou para o baixo e a banda decidiu misturar o protopunk das bandas oriundas de Detroit, o punk rock californiano e o soul de 60 e 70.
Desde então a banda já lançou mais de 10 discos e abriu para várias bandas maiores como Rocket From The Crypt, Pixies e MC5, mas até agora nunca foi devidamente reconhecida.

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It’s The Mod Scene!!

May 5, 2010


Coletânea lançada pela gravadora Decca em 1998, reune as bandas mods mais undergrounds da Inglaterra de 62 à 68, qualquer música dessa coletânea passou muito longe de figurar entre as listas de mais tocadas. Mas isso não quer dizer que as musicas não são boas, muito Pelo contrario, essa coletanea vem carregada de varias perolas mods, que eram altamente valorizadas nos clubes nojentos da Inglaterra.


01. The Quik – Bert´s Apple Crumble
02. Hipster Image – Make her mine
03. The Poets – That´s the way it´s gotta be
04. The Wards of court – How could you say one thing
05. Graham Gouldman – Stop! Stop! Stop!
06. Pete Kelly´s Soulution – If you love don´t swing
07. Timebox – Girl don´t let me wait
08. Mockingbirds – Lovingly Yours
09. Amen Corner – Expressway to you heart
10. The Attack – We don´t know
11. Chris Farlowe – Air travel
12. Graham Bond Organisation – Little girl
13. The Outer Limits – Just one more chance
14. Ronnie Jones with the Nightimers – I need you loving
15. Small Faces – Grow your own
16. Zoot Money´s Big Roll Band – Walking the dog
17. Steve Aldo – Baby what you want me to do
18. Tom Jones – Dr. Love
19. Jimmy Winston & His Reflections – It´s no what you do
20. The Habits – Elbow baby
21. The Score – Beg me
22. Loose Ends – That´s it
23. St. Louis Union – East side story
24. Paul & Barry Ryan – There you go
25. Eyes of Blue – Supermarket full of cans

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Os Beatniks

January 2, 2010

O primeiro post do ano vai com a banda mais nojenta da jovem guarda: Os Beatniks.

Os Beatniks foram descobertos por Roberto Carlos em 1965. Quando Roberto chegou a São Paulo estava procurando uma banda de apoio para acompanhar no seu novo programa sobre jovem guarda, foi quando deparou-se com Os Beatniks, que a contragosto dos produtores, foram contratados por terem o mesmo gosto musical de Roberto.

Os Beatniks seguiam o modelo do rock inglês, do garage rock e da psicodelia lado B, diferente das muitas bandas de jovem guarda.
Eles nunca gravaram um LP, mas nos presentearam com três compactos que são muito importantes para o garage rock nacional. Eles só gravaram versões e covers, mas alguns chegam a superar as originais.

Neste post, juntamos quase todas as musicas gravadas por eles, não conseguimos achar algumas versões de musicas dos Kinks e Yardbirds.

O disco começa com um cover da música “Glória”, dos irlandeses do Them, esse cover chega a ser mais violento do que a música original. O disco segue com a música “Fire”, do Jimi Hendrix, que é tão pesada quanto a original. Logo depois vem a música “Eu te encontro”, um modzinho nacional no típico modelo jovenguardiano. O disco segue com a violentíssima “Alligator Hat”, que, na minha opinião, é a música mais garageira que alguma banda do Brasil já fez, com direito a bateria porrada, vocal berrado e guitarra fuzz. A próxima é a primeira versão da música “C’Era Um Ragazzo Che Come Me Amava I Beatles E I Rolling Stones”, de Franco Miggliacci. Os Beatniks foram os primeiros a gravarem essa música, logo depois Os Incriveis vieram e fizeram uma versão meio diferente, mudando alguns versos. A última música é um cover dos Turtles, uma banda mod inglesa, a versão ta no mesmo nível da original.

Curtam o disco e sejam infelizes.

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As Sementes do Punk

October 6, 2009

The Seeds

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O primeiro e auto-intitulado álbum dos Seeds veio à luz em abril de 1966. Onze canções que capturam toda a voragem garageira da banda. As letras de Sky Saxon eram impregnadas de um fascínio impressionante’. E as influências musicais britânicas e de blues mostravam que os Seeds desenvolviam um som bem distinto dos seus rivais locais, ainda estacionados em covers de ‘Louie Louie’.

O lamento melancólico de ‘Can’t Seem To Make You Mine’ marca presença no disco. O minimalismo raivoso de ‘Pushin’ Tôo Hard’ também está lá. Outro destaque é ‘Evil Hoodoo’, um petardo punk que antecipa o que os punks dos anos 70 fariam. Outras músicas do disco que merecem uma menção são as sensacionais ‘No Escape’, ‘Nobody Spoil My Fun’ e ‘Girl I Want You’.

seeds

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O segundo LP, intitulado ‘A Web Of Sound’, apareceu em outubro de 1966. O álbum traz alguns dos maiores clássicos de rock de garagem, incluindo o épico de catorze minutos ‘Up In Her Room’. O destaque do disco é ‘Mr. Farmer’, outra canção dos Seeds que emplacou nas paradas americanas. Essa música encontra-se também incluída na trilha sonora do filme ‘Almost Famous’, do diretor Cameron Crowe, vencedor do Grammy de melhor trilha sonora.

As novas gerações têm agora a oportunidade de conhecer um dos grupos que simbolizam uma das ramificações de todo um gênero do rock. The Seeds é, simplesmente, uma lenda viva das garagens sessentistas que se perpetua até os nossos dias. As “sementes” que começaram a ser plantadas em 1965 continuam a germinar, e a render ótimos frutos que alimentam e alimentarão sempre com grande satisfação, as presentes e futuras gerações daqueles que trazem na alma todo esse amor sincero por essa força viva chamada rock’n’roll.

Reginaldo Rossi Roqueiro e de Cabelo Liso

September 17, 2009

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Reginaldo Rossi como você nunca viu. De rei do brega à jovenguardiano, ou melhor de jovenguardiano à rei do brega. Antes de compor músicas memoráveis como “Mon amour, meu bem, ma feme”, Reginaldo era conhecido por músicas como “O Valentão” – que fazia alusão ao cantor Erasmo Carlos – e “Você não pode parar”, com um Sax raivoso e cru, semelhante ao de “Have Love, Will Travel” de The Sonics.

Enquanto a maioria das bandas se ocupava em fazer versões de bandas inglesas, o pernambucano fazia um som muito mais original, com outras influências e letras que iam de Cachorros ao Vietnã.

O disco começa com a balada “Para de Chorar” que tem um refrão fácil de ser cantado e um órgão bem interessante. “Para de Chorar” já é um passo para o brega, com sua letra melosa que fala sobre brigas de casal. E quando você escuta “Complexo de Cachorro”, se pergunta “esse é realmente o Reginaldo Rossi?” é, é ele mesmo, gritando e sendo acompanhado por uma guitarra nervosa. “O Valentão” é uma alfinetada agressiva, com uma dose tímida de fuzz, dirigido a Erasmo Carlos, versos como “era um moço alto/ muito forte, bonitão/ as moças da cidade/ o achavam tremendão/ mas tinha a mania/ de ser muito valentão/ e vai acabar na prisão” remetem claramente ao tremendão.

O golpe de mestre de Reginaldo aconteceria vários anos mais tarde, quando ele desistisse do rock, que não era tão apreciado em Recife e decide se tornar o “rei” irreverente do “brega” .

Enfim, baixem e escutem o disco, garanto que vocês terão uma agradável surpresa.

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“Na minha época a gente não cheirava cocaína, a gente cheirava era a xereca das meninas!” (Reginaldo Rossi)