Archive for the ‘Downloads’ Category

Se tu gosta de kinks, mas nunca ouviu o “Lola Versus Powerman And The Moneygoround”, tu és um fanfarrão!

May 5, 2011

O blog passou um tempo inativo, mas agora está de volta com o mesmo objetivo: Emporcalhar o teu ouvido com musica ruim.

Acho que esse album é mais injustiçado que o já injustiçado “Arthur” de uma das bandas mais injustiçada, o disco se chama Lola Versus Powerman And The Moneygoround, Pt. 1.

Trata-se de um disco conceitual que satiriza varias abas da industria musical. ECAD (Denmark Street), sindicatos (Get Back in Line), jabá (Top of The Pops), empresarios (O Moneyground), estrada (This Time Tomorrow)… Todos estão no disco.

O album foi gravado em 1971 e marca a fase transitória da banda. É um disco bem variado, conta com a folk  The Contenders, o hard rock a lá Kinks Powerman e a balada Strangers. Com o Lola Versus Power man, os Kinks conseguiram arrancar criticas positivas e emplacar duas musicas nas paradas: Lola alcançou a nona posição na Billboard Hot 100, permanecendo nas paradas por 14 semanas, Apeman chegou a número cinco no Reino Unido. Mesmo com toda essa bagagem, hoje em dia, pouco se fala e não o fazem presente nas listas este album, que não deixa nada a desejar para Arthur, Face To Face, Something Else By The Kinks…

  1. “The Contenders” – 2:02 ****
  2. “Strangers” – 3:20 *****
  3. “Denmark Street” – 2:02 ****
  4. “Get Back in Line” – 3:04 ****
  5. “Lola” – 4:01 *****
  6. “Top of the Pops” – 3:40 ***
  7. “The Moneygoround” – 1:47 ***
  8. “This Time Tomorrow” – 3:22 *****
  9. “A Long Way From Home” – 2:27 ****
  10. “Rats” – 2:40 ****
  11. “Apeman” – 3:52 *****
  12. “Powerman”  – 4:18 *****
  13. “Got to Be Free” – 3:01 ****

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Agachate e Mira Mi Corazon!

September 14, 2010

O terceiro disco da série é da banda espanhola de Valência chamada Wau y Los Arrrghs, eles tocam garage punk, são muito conhecidos na espanha, mas só lá mesmo, não consegui quase nenhuma informação sobre eles, não sei quando lançaram seu primeiro disco, não sei o nome dos seus integrantes, não sei nada sobre eles mesmo, só sei que esse disco é o disco de garage punk mais tora que eu já escutei, eles são realmente insanos, seu vocalista, juanito wau, é um cara de uns 30 ou 40 anos, mas é um completo porra louca, sua voz tem um grave absurdo, é como se usassem uma moto serra numa banda de garage. É até engraçado escutar um cara que tem voz de motoserra dizer que em outra vida quer ser a mulher de Link Wray, como o cara diz na última música do disco “Viva Link Wray”, onde eles declaram todo o seu amor pelo mestre. Engana-se quem pensa que o disco é só música rápida e agressiva, tá, 99% do disco é só música rápida e agressiva, mas tem uma baladinha que é uma das melhores do disco, “No Mientas Más”, é uma versão de alguma música dos Mockers, e não é a única versão, o disco ainda conta com outras quatro versões de bandas desconhecidas. Esse é o segundo disco, o primeiro é o Wau y Los Arrrghs Cantan en Español, também não achei muita informação sobre ele, só sei que eles pegaram algumas músicas de bandas como Los Saicos, The Trashmen e We the People e fizeram versões mais rápidas e pesadas.

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“Las Mujeres de Link Wray”

Do the Ripper! Do the Jaguar! Do the Caveman!

July 11, 2010

Vou começar a postar uma séries de discos de garage/garage revival/garage punk, e vou começar com os Incredible Staggers.

hahaha, vi num blog um cara falando “O revival do MOD continua de vento em popa na Europa”, e logo depois ele manda um link do primeiro disco dos Staggers. Eu pensei “que burro, dá zero pra ele”. Só porque os caras tem um visual anos 60 eles são mods? Será se esse cara escutou o disco? Os Staggers realmente tem alguma influência MOD, mas é bem pouco, não pode ser considerada uma banda revivalista desse gênero, o som deles é um som bem garage, os Staggers são revivalistas do garage, do surf e do trash, isso sim, e a primeira evidência disso é: Eles usam pedal Fuzz. Segunda evidência: Eles usam um orgão Farfisa. Terceira evidência: O cabelo do vocalista é muito cavernoso e a voz dele parece a de um zumbi implorando por sangue. Agora vamos juntar todas essas evidências, o que nós temos? Temos uma banda de garage surf trash. Agora vamos passear pelas suas influências:Screaming Lord Sutch, Back from the Grave comps, The Novas, The Wailers, Casey Jones and the Governors, Ronnie Cook, The Snobs, Gerry Lewis and the Playboys, The Trashmen, Dick Dale, Link Wray, Las Vegas Grind comps, Teenage Shutdown comps, etc, etc, etc… Agora digam-me essa banda é revivalista do MOD?

Esses malditos vêm da Austria, onde segundo eles, é infestada de indies, emos, guitarras pops e eletrotechnoalgumacoisa, e a banda é formada por Wild Evel no vocal cavernoso, Lightning Iris no farfisa matador, Shakin Matthews e Los Fixos nos pedais fuzz, The Earl of Krigor no baixo Vox e Candee Beat na bateria nervosa.


Muito cavernoso, né?

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Aí estão os dois discos lançados, o primeiro é de 2006 e é o melhor na minha opinião, o segundo foi lançado esse ano e meio que caiu um pouco de produção, como eu não consegui achar a capa do disco, vou colocar um clipe cheio de zumbis muito foda que eles fizeram.

*Até o fechamento dessa edição, vi num outro blog um cara indicando a mais nova banda de “rockabilly dessas pintas austriacas em plena atividade: THE INCREDIBLE STAGGERS”

Waking Up Scheherazade!!

June 10, 2010

Ninguém ficou de fora da musica feia, barulhenta e mal tocada. Enquanto bandas como Os Beatniks, Los Shains, Los Saicos, Music Machine, The Mops, Dara Puspita… tocavam o puteiro em seus respectivos países, Os turcos e os árabes loucos faziam o mesmo! Pense no som garageiro em sua mais pura forma, agora adicione um punhado de instrumentos excêntricos e um idioma bem diferente dos quais a gente está acostumado a ouvir. Pronto, tu tens nas tuas mãos duas coletâneas insanas copiladas por Allah.

A Coletânea Waking Up Scheherazad é formada por bandas somente dois paises Libano, Argelia, Armenia, Egito, Iran. Isso mesmo, até o Iran tava nesse rolo. São só musicas autorais, e o mais legal: Eles alopram no uso dos instrumentos típicos. Não morra sem antes ouvir a faixa numero 9, From the moon da banda The News.


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A Turkish Delights é tão excentrica quanto a Waking Up Scheherazard. E os turcos foram bozinhos com a gente, nos deram esse presentão com 26 musicas, entre elas meteram duas versões primatas: uma versão sombria e bizarra de In the Deep End do Artwood, chamada de In The deepings e uma versão selvagem e cheia de instrumentos típicos da clássica Land Of 1000 Dances do mestre Wilson Pickett, com o nome de Sana Bir Seyler Olmus.

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Os Filhos de Deus (Screamin’ Jay Hawkins)

June 2, 2010

Como bons primatas que somos, um pouco de selvageria:


Em pleno anos 80, quando reinavam as dancinhas epiléticas, as vozes graves e cheias de reverb, a parafernália eletrônica, toda essa merda gótica/dark… Uns ratos direto dos porões úmidos do baixo East Side infestavam Nova York com os seu estilo único de fazer musica naquela época. Estamos falando dos Fuzztones, meus amigos, os pioneiros da – por mim chamada de – segunda fase do garage 60’s, os revivalistas. Depois desses caras surgiram todas as bandas de garage 60’s revival que conhecemos hoje. A banda está na ativa até hoje nos oferecendo o que há de melhor, em termos de selvageria, ossos humanos, guitarras vox, fuzz e honestidade em relação as suas origens musicais.


Com todos os órgãos e fuzz dos anos 60, mais a selvageria punk, a bizarrice a lá Screamin’ Jay Hawkins e covers furiosos de The Sonics, os Fuzztones gravaram um dos clássicos do Garage Rock, Lysergic Emanations é o nome da pérola.

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Maximum Rock & Soul

May 22, 2010

Já pensaram em substituir o Wayne Kramer do MC5 por Aretha Franklin? ou tirar o Iggy Pop dos Stooges e colocar a Tina Turner no lugar dele?
Pois é, já fizeram isso, e foi há mais de dez anos atrás, quando Lisa Kekaula e o guitarrista Bob Vennum decidem montar a banda The BellRays. A banda começou fazendo soul com improvisos de jazz e blues, mas com a entrada do guitarrista Tony Fate o negócio pegou fogo, Vennum passou para o baixo e a banda decidiu misturar o protopunk das bandas oriundas de Detroit, o punk rock californiano e o soul de 60 e 70.
Desde então a banda já lançou mais de 10 discos e abriu para várias bandas maiores como Rocket From The Crypt, Pixies e MC5, mas até agora nunca foi devidamente reconhecida.

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Os Vampiros Vão Invadir Belém

March 10, 2010

Depois do lendário show do Lendário Chucrobillyman, do divertido show do Crazy Legs e do show mais foda de 2009 com o Dead Rocks, o povo da This is Radio Trash traz à Belém o trio de vampiros porto-alegrenses mais barulhentos e obscuros que essa nossa cidade já viu.

Dê uma lida no release abaixo e faça o download do primeiro álbum da banda.

O trio de punk-polka favorito de Satã surgiu em junho de 2005 em Porto Alegre com o EP “The Devil Is a Preacher”. O álbum “Gotham Beggars Syndicate”, gravado em 2006 no estúdio Music Box (com co-produção de Alexandre Birck), relançado nos Estados Unidos e Canadá em abril de 2008 pelo selo norte-americano Devil’s Ruin Records, e distribuído também na Argentina pela Rastrillo Records, foi apontado por diversos veículos de imprensa como um dos melhores lançamentos do ano.

A Damn Laser Vampires foi destaque na edição brasileira da Rolling Stone e na Rue Morgue Magazine (Canadá); teve resenha do álbum na alemã Virus Magazine (principal revista de horror da Europa, publicada em todos os países de língua germânica); participou de importantes festivais pelo país como Goiânia Noise, Psycho Carnival, Gig Rock, Macondo Circus, Morrostock Open Air, Rock Jr, entre outros. A banda tem 4 músicas na trilha do filme “Ainda Orangotangos” (Melhor Filme no Festival de Cinema de Milão 2008), de Gustavo Spolidoro, e em janeiro de 2009 lotou o Grande Hall do Santander Cultural em Porto Alegre, com participações de Frank Jorge, Jimi Joe e Marcelo Birck.

Atuando também como artistas gráficos, os Vampires realizaram duas exposições de arte sob o nome da banda. A primeira, em 2008, no saguão principal da Casa de Cultura Mário Quintana (Porto Alegre), a convite do Festival Internacional de Cinema Fantástico FANTASPOA. A segunda na galeria The Next Ones.

Em julho de 2009, por ocasião da 5ª edição do FANTASPOA, a banda foi dirigida pelo neozelandês David Blyth como protagonista de um curta-metragem a ser exibido na edição de 2010 do festival.

Os Vampires atualmente preparam sua quarta tour por São Paulo e anunciam para breve o lançamento do aguardado segundo disco, mais uma vez pela Devil’s Ruin Records.

A DLV costuma dirigir e produzir seus próprios vídeos, que podem ser vistos aqui.
Músicas, letras, fotos, infos aqui

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Music Machine

March 8, 2010

No inicio eles se chamavam Raggamuffins e tocavam folkpop. Acreditem, uma das bandas responsáveis por toda a barulheira do garge punk 60’s, tocava folk no inicio. Mas bastou a entrada de Doug Rhodes e seu órgão farfisa e Marck Landon com sua guitarra fuzz para o Music Machine mostrar do que eles eram capazes.

O vocalista bonniwell pensava em algo chocante para o visual, e decidiu que só usariam a cor preta em tudo. Roupas, instrumentos, equipamentos e até no cabelo. Isso mesmo, todos os integrantes tingiram o cabelo na cor preta e ainda fizeram o clássico corte “cuia de tacaca”. O visual dark e as musicas berradas e agressivas empolgavam os jovens que gritavam na frente do palco, irritando os integrantes da banda, que mantinham uma postura bem arrogante durante os shows. Mais de uma vez um show do Music Machine terminou em porradaria. Nenhuma banda da época tinha uma estética tão assustadora quanto o Music Machine.  Não precisa nem dizer que viraram malditos no mundinho hippie que estava se formando em L.A.

Em 1966 eles foram para o estúdio gravar Come On In e Talk Talk. Talk Talk estourou e foi a primeira banda de garagem que alcançou a 15º posição nas paradas da Billboard e o numero um nas rádios de Loa Angeles. Talk talk é uma boa definição para o som da banda. São dois minutos de fuzz no talo, levada bem agressiva, órgão farfisa e a voz potente de Bonniwell no comando.

Os caras estavam com o diabo no coro, logo gravaram o primeiro disco. As gravações foram rápidas e ainda em 66 o disco estava nas lojas. Turn On é um dos clássicos do garage punk, é o inicio de um estilo totalmente único com a combinação de fuzz seco e rasgante com o órgão farfisa e a voz grave e berrada de Sean Bonniwell. O Fuzz Box foi feito em casa pelo baixista Keith Olsen, depois do Music Machine, 90% das bandas de garagem dos anos 60, usariam esse mesmo pedal. O Music Machine sabia muito bem como fazer musicas agressivas e ao mesmo tempo dançantes, talk talk, trouble, Masculine Intuition e The People In Me são bons exemplos dessa combinação.

Foram lançados mais dois singles, que não conseguiram ter nem 10% do sucesso do primeiro. O clima da banda começava a ficar ruim, os integrantes reclamavam que o vocalista ganhava muito mais que eles, que ganhavam quase nada. Sean Bonniwell andava realmente frustrado por não conseguir colocar mais nenhum hit nas paradas. O clima estava péssimo e os demais integrantes resolveram sair fora. Bonniwell resolveu seguir com a banda e rompeu o contrato com a Original Sound, o que significava perder o nome “Music Machine”. Mesmo assim, ele recrutou alguns amigos, assinou com a Warner e gravou o segundo disco da banda. Com o nome de Bonniwell Music Machine, o disco chegou às lojas no inicio de 67. Como os dois últimos singles, o ultimo disco foi um fracasso. Em 69 Sean ainda tentou a carreira solo com o disco Closer que foi totalmente ignorado.

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Os Beatniks

January 2, 2010

O primeiro post do ano vai com a banda mais nojenta da jovem guarda: Os Beatniks.

Os Beatniks foram descobertos por Roberto Carlos em 1965. Quando Roberto chegou a São Paulo estava procurando uma banda de apoio para acompanhar no seu novo programa sobre jovem guarda, foi quando deparou-se com Os Beatniks, que a contragosto dos produtores, foram contratados por terem o mesmo gosto musical de Roberto.

Os Beatniks seguiam o modelo do rock inglês, do garage rock e da psicodelia lado B, diferente das muitas bandas de jovem guarda.
Eles nunca gravaram um LP, mas nos presentearam com três compactos que são muito importantes para o garage rock nacional. Eles só gravaram versões e covers, mas alguns chegam a superar as originais.

Neste post, juntamos quase todas as musicas gravadas por eles, não conseguimos achar algumas versões de musicas dos Kinks e Yardbirds.

O disco começa com um cover da música “Glória”, dos irlandeses do Them, esse cover chega a ser mais violento do que a música original. O disco segue com a música “Fire”, do Jimi Hendrix, que é tão pesada quanto a original. Logo depois vem a música “Eu te encontro”, um modzinho nacional no típico modelo jovenguardiano. O disco segue com a violentíssima “Alligator Hat”, que, na minha opinião, é a música mais garageira que alguma banda do Brasil já fez, com direito a bateria porrada, vocal berrado e guitarra fuzz. A próxima é a primeira versão da música “C’Era Um Ragazzo Che Come Me Amava I Beatles E I Rolling Stones”, de Franco Miggliacci. Os Beatniks foram os primeiros a gravarem essa música, logo depois Os Incriveis vieram e fizeram uma versão meio diferente, mudando alguns versos. A última música é um cover dos Turtles, uma banda mod inglesa, a versão ta no mesmo nível da original.

Curtam o disco e sejam infelizes.

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Jimmy Hughes e a Sagrada Missão

December 15, 2009

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Hughes era um cara comum, trabalhava em uma fabrica de borracha e ia à igreja todos os domingos. Juntou-se a um grupo de musica gospel, foi aí que ele notou que não era um cara comum. Começou a se interessar mais pelo Rhythm & Blues e decidiu gravar um disco, foi até o FAME studio e gravou o album Steal Away. O dono do estúdio Rick Hall pirou no album, instantaneamente ele soube que tinha um grande sucesso em suas mãos, só faltava convencer o resto do país. Hall então teve a idéia de comprar duas caixas de vodka, pegar uma caminhonete emprestada e dar inicio a sagrada missão de transformar o Steal Away em um disco de sucesso. Hall passou por todas as estações de radio do sudeste incluindo Memphis, Tupelo, Little Rock, Nova Orleans e Mobile, deixando uma copia de Steal Away e uma garrafa de vodka em cada parada. E milagrosamente cada uma das rádios tocou Jimmi Hughes, e o disco se tornou um sucesso.

Jimmy saiu fora do trabalho e começou a excursionar com Sam Cooke, Jackie Wilson, Bobby Womack. Tocou no Apolo e em muitos outros teatros. Em 1970, Hughes se cansa da estrada, se aposenta do negocio da musica e volta a ser um cara comum que canta todos os domingos no coral da igreja.

Sem o disco de Jimmy Hughes e a sagrada missão de Rick Hall, o FAME Studio mais tarde não se tornaria o lendário Muscle Shoals Sound Studio responsável por muitos outros discos de sucesso.