Music Machine

March 8, 2010 by

No inicio eles se chamavam Raggamuffins e tocavam folkpop. Acreditem, uma das bandas responsáveis por toda a barulheira do garge punk 60’s, tocava folk no inicio. Mas bastou a entrada de Doug Rhodes e seu órgão farfisa e Marck Landon com sua guitarra fuzz para o Music Machine mostrar do que eles eram capazes.

O vocalista bonniwell pensava em algo chocante para o visual, e decidiu que só usariam a cor preta em tudo. Roupas, instrumentos, equipamentos e até no cabelo. Isso mesmo, todos os integrantes tingiram o cabelo na cor preta e ainda fizeram o clássico corte “cuia de tacaca”. O visual dark e as musicas berradas e agressivas empolgavam os jovens que gritavam na frente do palco, irritando os integrantes da banda, que mantinham uma postura bem arrogante durante os shows. Mais de uma vez um show do Music Machine terminou em porradaria. Nenhuma banda da época tinha uma estética tão assustadora quanto o Music Machine.  Não precisa nem dizer que viraram malditos no mundinho hippie que estava se formando em L.A.

Em 1966 eles foram para o estúdio gravar Come On In e Talk Talk. Talk Talk estourou e foi a primeira banda de garagem que alcançou a 15º posição nas paradas da Billboard e o numero um nas rádios de Loa Angeles. Talk talk é uma boa definição para o som da banda. São dois minutos de fuzz no talo, levada bem agressiva, órgão farfisa e a voz potente de Bonniwell no comando.

Os caras estavam com o diabo no coro, logo gravaram o primeiro disco. As gravações foram rápidas e ainda em 66 o disco estava nas lojas. Turn On é um dos clássicos do garage punk, é o inicio de um estilo totalmente único com a combinação de fuzz seco e rasgante com o órgão farfisa e a voz grave e berrada de Sean Bonniwell. O Fuzz Box foi feito em casa pelo baixista Keith Olsen, depois do Music Machine, 90% das bandas de garagem dos anos 60, usariam esse mesmo pedal. O Music Machine sabia muito bem como fazer musicas agressivas e ao mesmo tempo dançantes, talk talk, trouble, Masculine Intuition e The People In Me são bons exemplos dessa combinação.

Foram lançados mais dois singles, que não conseguiram ter nem 10% do sucesso do primeiro. O clima da banda começava a ficar ruim, os integrantes reclamavam que o vocalista ganhava muito mais que eles, que ganhavam quase nada. Sean Bonniwell andava realmente frustrado por não conseguir colocar mais nenhum hit nas paradas. O clima estava péssimo e os demais integrantes resolveram sair fora. Bonniwell resolveu seguir com a banda e rompeu o contrato com a Original Sound, o que significava perder o nome “Music Machine”. Mesmo assim, ele recrutou alguns amigos, assinou com a Warner e gravou o segundo disco da banda. Com o nome de Bonniwell Music Machine, o disco chegou às lojas no inicio de 67. Como os dois últimos singles, o ultimo disco foi um fracasso. Em 69 Sean ainda tentou a carreira solo com o disco Closer que foi totalmente ignorado.

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Os Beatniks

January 2, 2010 by

O primeiro post do ano vai com a banda mais nojenta da jovem guarda: Os Beatniks.

Os Beatniks foram descobertos por Roberto Carlos em 1965. Quando Roberto chegou a São Paulo estava procurando uma banda de apoio para acompanhar no seu novo programa sobre jovem guarda, foi quando deparou-se com Os Beatniks, que a contragosto dos produtores, foram contratados por terem o mesmo gosto musical de Roberto.

Os Beatniks seguiam o modelo do rock inglês, do garage rock e da psicodelia lado B, diferente das muitas bandas de jovem guarda.
Eles nunca gravaram um LP, mas nos presentearam com três compactos que são muito importantes para o garage rock nacional. Eles só gravaram versões e covers, mas alguns chegam a superar as originais.

Neste post, juntamos quase todas as musicas gravadas por eles, não conseguimos achar algumas versões de musicas dos Kinks e Yardbirds.

O disco começa com um cover da música “Glória”, dos irlandeses do Them, esse cover chega a ser mais violento do que a música original. O disco segue com a música “Fire”, do Jimi Hendrix, que é tão pesada quanto a original. Logo depois vem a música “Eu te encontro”, um modzinho nacional no típico modelo jovenguardiano. O disco segue com a violentíssima “Alligator Hat”, que, na minha opinião, é a música mais garageira que alguma banda do Brasil já fez, com direito a bateria porrada, vocal berrado e guitarra fuzz. A próxima é a primeira versão da música “C’Era Um Ragazzo Che Come Me Amava I Beatles E I Rolling Stones”, de Franco Miggliacci. Os Beatniks foram os primeiros a gravarem essa música, logo depois Os Incriveis vieram e fizeram uma versão meio diferente, mudando alguns versos. A última música é um cover dos Turtles, uma banda mod inglesa, a versão ta no mesmo nível da original.

Curtam o disco e sejam infelizes.

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Jimmy Hughes e a Sagrada Missão

December 15, 2009 by

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Hughes era um cara comum, trabalhava em uma fabrica de borracha e ia à igreja todos os domingos. Juntou-se a um grupo de musica gospel, foi aí que ele notou que não era um cara comum. Começou a se interessar mais pelo Rhythm & Blues e decidiu gravar um disco, foi até o FAME studio e gravou o album Steal Away. O dono do estúdio Rick Hall pirou no album, instantaneamente ele soube que tinha um grande sucesso em suas mãos, só faltava convencer o resto do país. Hall então teve a idéia de comprar duas caixas de vodka, pegar uma caminhonete emprestada e dar inicio a sagrada missão de transformar o Steal Away em um disco de sucesso. Hall passou por todas as estações de radio do sudeste incluindo Memphis, Tupelo, Little Rock, Nova Orleans e Mobile, deixando uma copia de Steal Away e uma garrafa de vodka em cada parada. E milagrosamente cada uma das rádios tocou Jimmi Hughes, e o disco se tornou um sucesso.

Jimmy saiu fora do trabalho e começou a excursionar com Sam Cooke, Jackie Wilson, Bobby Womack. Tocou no Apolo e em muitos outros teatros. Em 1970, Hughes se cansa da estrada, se aposenta do negocio da musica e volta a ser um cara comum que canta todos os domingos no coral da igreja.

Sem o disco de Jimmy Hughes e a sagrada missão de Rick Hall, o FAME Studio mais tarde não se tornaria o lendário Muscle Shoals Sound Studio responsável por muitos outros discos de sucesso.

Camaleão Porra Nenhuma…

December 2, 2009 by

Depois de levar um soco no olho direito e antes de mudar o sobre nome para Bowie, David Robert Jones com a sua banda The King Bees gravou suas primeiras musicas, um compacto com Liza Jane no lado A e Louie Louie Go Home no lado B. As musicas são dois beats raivosos que não têm nada a ver com os albuns seguintes que os indies estampam em suas blusas rosas.

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Mais uma banda inútil morria!

November 24, 2009 by

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O’Seis é nada mais nada menos que o pré-mutantes, foda-se, todo mundo sabe disso. Sabem também que eles lançaram só um compacto, com as musicas Suicida e Apocalipse. Composta por Raphael Vilardi e Rita Lee, Apocalipse é uma baladinha meio bossa nova com uma pegada twist em alguns momentos e a letra não tem nada a ver com os hô-bá-lá-lás da bossa. Suicida é um negocio sombrio com cara de twist, a letra é fudidamente pessimista, Arnaldo canta como se fosse um suicida mesmo, pronto pra se jogar de cima do manicômio ao invés do viaduto do chá. Se ela não tivesse sido composta por dois integrantes (Raphael Vilardi / Roberto Loyola) que saíram da banda antes da mesma se tornar Os Mutantes, eu diria que essa é uma das musicas mais legais dos Mutantes. Ainda atendendo por O’Seis, participaram do Compacto do Gemini II, com as musicas Lindo e Tchau Mug.

The King of Soul

November 20, 2009 by

No primeiro grande festival de rock do mundo, e que reunia Jimi Hendrix (Em seu primeiro show nos Estados Unidos), The Who, Janis Joplin… O maior show da noite foi de um negão americano que tocava Soul, era ídolo entre os mods da inglaterra e totalmente ignorado em seu pais. Estou falando do festival de Monterey e da lenda do Soul Otis Redding. E não é exagero nenhum, meus amigos! Olhem o que Brian Jones andou dizendo por aí: Nem por 1 milhão de libras subiria no palco depois de Otis Redding!

Otis Redding Morreu muito novo, aos 26 anos, em uma porra de um acidente de avião que junto com ele, levou três integrantes do Bar-Kays. Redding deixou pela metade o album que segundo ele, seria o “Sgt Peppers” do Soul, se chamaria The Dock of the Bay e seria lançando depois de sua morte junto como uma compilação de musicas de 1956 e 1967, acrescidas de algumas novas e do sucesso póstumo (Sittin’ On) the Dock of the Bay.

Sem duvida alguma, Otis Redding está na mesma prateleira que os monstros James Brown, Al Green e Sam Cooke. Eu diaria até que ele está um patama a cima, mas deixemos esses pretos no mesmo lugar. É difícil encontrar alguém que ainda não ouviu falar em Otis Redding, mas infelizmente às vezes ainda encontro em algumas mesas de bar algumas pessoas que vêm querer falar de soul, mas conhecem o negão mais aloprado do soul. Fico indignado, mando o cara baixar alguns discos do Otis e depois sair por aí falando de soul. E pra facilitar o trabalho desse povo, resolvi upar aqui no blog o maior clássico dele: Otis Blue.

O disco vem com a classica Respect regravada por Aretha Franklin, com as lindissimas Ole Man Trouble e I’ve Been Loving You Too Long, com covers fudidos de Change Is Gonna Come e Shake de Sam Cooke, e ainda tem uma versão porrada para I Can’t Get No, que começa com um ataque violento de metais na introdução.

01. Ole Man Trouble
02. Respect
03. A Change Is Gonna Come
04. Down in the Valley
05. I’ve Been Loving You Too Long

06. Shake
07. My Girl
08. Wonderful World
09. Rock Me Baby
10. Satisfaction
11. You Don’t Miss Your Water

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Como eu sei que vocês vão gostar, depois vou upando as outras pérolas dele.

A “nova” Soul Music.

October 27, 2009 by

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THE DIPLOMATS OF SOLID SOUND fazem Soul Music mesclado ao Funk, com uma bela pegada e utilizando das boas artemanhas tecnologicas.Lets Cool One (Estrus Records, 2003), é a prova concretizada da qualidade desta que é uma verdadeira perola dos “novos” tempos.

Para os Fãs de Booker T & The Mg’s, (e pra todo mundo) vale muito conferir!

http://rapidshare.com/files/141648145/TDOSS_Lets_Cool_One.rar

The Electras

October 17, 2009 by

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Escutem essa fezes!

The Devil Has A Fuzz!!

October 10, 2009 by

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Dando inicio a uma série de coletâneas feitas pelos colaboradores deste blog, preparei uma coletânea que captura toda a selvageria e ruídos das bandas de garage 60’s.

Pois então, como disse antes, daqui pra frente iremos postar algumas coletâneas com os gêneros de musicas tratados aqui neste blog: beat, garage, mod, rock steady, ska, soul, R&B, etc.

The Devil Has A Fuzz trata-se de uma coletânea só com bandas que exageram na guitarra fuzz, que reverenciam aquele ruído bem saturado. Ruido este, que os técnicos de som tentavam evitar a todo custo nos anos 60. Como nome já sugere, a coletânea reúne as bandas que fazem o som mais infernal e cheio de fuzz possível.

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As Sementes do Punk

October 6, 2009 by

The Seeds

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O primeiro e auto-intitulado álbum dos Seeds veio à luz em abril de 1966. Onze canções que capturam toda a voragem garageira da banda. As letras de Sky Saxon eram impregnadas de um fascínio impressionante’. E as influências musicais britânicas e de blues mostravam que os Seeds desenvolviam um som bem distinto dos seus rivais locais, ainda estacionados em covers de ‘Louie Louie’.

O lamento melancólico de ‘Can’t Seem To Make You Mine’ marca presença no disco. O minimalismo raivoso de ‘Pushin’ Tôo Hard’ também está lá. Outro destaque é ‘Evil Hoodoo’, um petardo punk que antecipa o que os punks dos anos 70 fariam. Outras músicas do disco que merecem uma menção são as sensacionais ‘No Escape’, ‘Nobody Spoil My Fun’ e ‘Girl I Want You’.

seeds

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O segundo LP, intitulado ‘A Web Of Sound’, apareceu em outubro de 1966. O álbum traz alguns dos maiores clássicos de rock de garagem, incluindo o épico de catorze minutos ‘Up In Her Room’. O destaque do disco é ‘Mr. Farmer’, outra canção dos Seeds que emplacou nas paradas americanas. Essa música encontra-se também incluída na trilha sonora do filme ‘Almost Famous’, do diretor Cameron Crowe, vencedor do Grammy de melhor trilha sonora.

As novas gerações têm agora a oportunidade de conhecer um dos grupos que simbolizam uma das ramificações de todo um gênero do rock. The Seeds é, simplesmente, uma lenda viva das garagens sessentistas que se perpetua até os nossos dias. As “sementes” que começaram a ser plantadas em 1965 continuam a germinar, e a render ótimos frutos que alimentam e alimentarão sempre com grande satisfação, as presentes e futuras gerações daqueles que trazem na alma todo esse amor sincero por essa força viva chamada rock’n’roll.