Posts Tagged ‘60’s’

Do the Ripper! Do the Jaguar! Do the Caveman!

July 11, 2010

Vou começar a postar uma séries de discos de garage/garage revival/garage punk, e vou começar com os Incredible Staggers.

hahaha, vi num blog um cara falando “O revival do MOD continua de vento em popa na Europa”, e logo depois ele manda um link do primeiro disco dos Staggers. Eu pensei “que burro, dá zero pra ele”. Só porque os caras tem um visual anos 60 eles são mods? Será se esse cara escutou o disco? Os Staggers realmente tem alguma influência MOD, mas é bem pouco, não pode ser considerada uma banda revivalista desse gênero, o som deles é um som bem garage, os Staggers são revivalistas do garage, do surf e do trash, isso sim, e a primeira evidência disso é: Eles usam pedal Fuzz. Segunda evidência: Eles usam um orgão Farfisa. Terceira evidência: O cabelo do vocalista é muito cavernoso e a voz dele parece a de um zumbi implorando por sangue. Agora vamos juntar todas essas evidências, o que nós temos? Temos uma banda de garage surf trash. Agora vamos passear pelas suas influências:Screaming Lord Sutch, Back from the Grave comps, The Novas, The Wailers, Casey Jones and the Governors, Ronnie Cook, The Snobs, Gerry Lewis and the Playboys, The Trashmen, Dick Dale, Link Wray, Las Vegas Grind comps, Teenage Shutdown comps, etc, etc, etc… Agora digam-me essa banda é revivalista do MOD?

Esses malditos vêm da Austria, onde segundo eles, é infestada de indies, emos, guitarras pops e eletrotechnoalgumacoisa, e a banda é formada por Wild Evel no vocal cavernoso, Lightning Iris no farfisa matador, Shakin Matthews e Los Fixos nos pedais fuzz, The Earl of Krigor no baixo Vox e Candee Beat na bateria nervosa.


Muito cavernoso, né?

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Aí estão os dois discos lançados, o primeiro é de 2006 e é o melhor na minha opinião, o segundo foi lançado esse ano e meio que caiu um pouco de produção, como eu não consegui achar a capa do disco, vou colocar um clipe cheio de zumbis muito foda que eles fizeram.

*Até o fechamento dessa edição, vi num outro blog um cara indicando a mais nova banda de “rockabilly dessas pintas austriacas em plena atividade: THE INCREDIBLE STAGGERS”

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Waking Up Scheherazade!!

June 10, 2010

Ninguém ficou de fora da musica feia, barulhenta e mal tocada. Enquanto bandas como Os Beatniks, Los Shains, Los Saicos, Music Machine, The Mops, Dara Puspita… tocavam o puteiro em seus respectivos países, Os turcos e os árabes loucos faziam o mesmo! Pense no som garageiro em sua mais pura forma, agora adicione um punhado de instrumentos excêntricos e um idioma bem diferente dos quais a gente está acostumado a ouvir. Pronto, tu tens nas tuas mãos duas coletâneas insanas copiladas por Allah.

A Coletânea Waking Up Scheherazad é formada por bandas somente dois paises Libano, Argelia, Armenia, Egito, Iran. Isso mesmo, até o Iran tava nesse rolo. São só musicas autorais, e o mais legal: Eles alopram no uso dos instrumentos típicos. Não morra sem antes ouvir a faixa numero 9, From the moon da banda The News.


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A Turkish Delights é tão excentrica quanto a Waking Up Scheherazard. E os turcos foram bozinhos com a gente, nos deram esse presentão com 26 musicas, entre elas meteram duas versões primatas: uma versão sombria e bizarra de In the Deep End do Artwood, chamada de In The deepings e uma versão selvagem e cheia de instrumentos típicos da clássica Land Of 1000 Dances do mestre Wilson Pickett, com o nome de Sana Bir Seyler Olmus.

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Black Soul no talo!

May 19, 2010

Para os adoradores como nós do bom Soul, que literalmente incediava as pistas de dança, com direito a piruetas e muitos azuis na caotica e maravilhosa decada de 60.Direto dos bailes para os seus ouvidos, vai a nossa dica de coletanea.

Northern Soul, The Classics – Volume 01.

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It’s The Mod Scene!!

May 5, 2010


Coletânea lançada pela gravadora Decca em 1998, reune as bandas mods mais undergrounds da Inglaterra de 62 à 68, qualquer música dessa coletânea passou muito longe de figurar entre as listas de mais tocadas. Mas isso não quer dizer que as musicas não são boas, muito Pelo contrario, essa coletanea vem carregada de varias perolas mods, que eram altamente valorizadas nos clubes nojentos da Inglaterra.


01. The Quik – Bert´s Apple Crumble
02. Hipster Image – Make her mine
03. The Poets – That´s the way it´s gotta be
04. The Wards of court – How could you say one thing
05. Graham Gouldman – Stop! Stop! Stop!
06. Pete Kelly´s Soulution – If you love don´t swing
07. Timebox – Girl don´t let me wait
08. Mockingbirds – Lovingly Yours
09. Amen Corner – Expressway to you heart
10. The Attack – We don´t know
11. Chris Farlowe – Air travel
12. Graham Bond Organisation – Little girl
13. The Outer Limits – Just one more chance
14. Ronnie Jones with the Nightimers – I need you loving
15. Small Faces – Grow your own
16. Zoot Money´s Big Roll Band – Walking the dog
17. Steve Aldo – Baby what you want me to do
18. Tom Jones – Dr. Love
19. Jimmy Winston & His Reflections – It´s no what you do
20. The Habits – Elbow baby
21. The Score – Beg me
22. Loose Ends – That´s it
23. St. Louis Union – East side story
24. Paul & Barry Ryan – There you go
25. Eyes of Blue – Supermarket full of cans

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Music Machine

March 8, 2010

No inicio eles se chamavam Raggamuffins e tocavam folkpop. Acreditem, uma das bandas responsáveis por toda a barulheira do garge punk 60’s, tocava folk no inicio. Mas bastou a entrada de Doug Rhodes e seu órgão farfisa e Marck Landon com sua guitarra fuzz para o Music Machine mostrar do que eles eram capazes.

O vocalista bonniwell pensava em algo chocante para o visual, e decidiu que só usariam a cor preta em tudo. Roupas, instrumentos, equipamentos e até no cabelo. Isso mesmo, todos os integrantes tingiram o cabelo na cor preta e ainda fizeram o clássico corte “cuia de tacaca”. O visual dark e as musicas berradas e agressivas empolgavam os jovens que gritavam na frente do palco, irritando os integrantes da banda, que mantinham uma postura bem arrogante durante os shows. Mais de uma vez um show do Music Machine terminou em porradaria. Nenhuma banda da época tinha uma estética tão assustadora quanto o Music Machine.  Não precisa nem dizer que viraram malditos no mundinho hippie que estava se formando em L.A.

Em 1966 eles foram para o estúdio gravar Come On In e Talk Talk. Talk Talk estourou e foi a primeira banda de garagem que alcançou a 15º posição nas paradas da Billboard e o numero um nas rádios de Loa Angeles. Talk talk é uma boa definição para o som da banda. São dois minutos de fuzz no talo, levada bem agressiva, órgão farfisa e a voz potente de Bonniwell no comando.

Os caras estavam com o diabo no coro, logo gravaram o primeiro disco. As gravações foram rápidas e ainda em 66 o disco estava nas lojas. Turn On é um dos clássicos do garage punk, é o inicio de um estilo totalmente único com a combinação de fuzz seco e rasgante com o órgão farfisa e a voz grave e berrada de Sean Bonniwell. O Fuzz Box foi feito em casa pelo baixista Keith Olsen, depois do Music Machine, 90% das bandas de garagem dos anos 60, usariam esse mesmo pedal. O Music Machine sabia muito bem como fazer musicas agressivas e ao mesmo tempo dançantes, talk talk, trouble, Masculine Intuition e The People In Me são bons exemplos dessa combinação.

Foram lançados mais dois singles, que não conseguiram ter nem 10% do sucesso do primeiro. O clima da banda começava a ficar ruim, os integrantes reclamavam que o vocalista ganhava muito mais que eles, que ganhavam quase nada. Sean Bonniwell andava realmente frustrado por não conseguir colocar mais nenhum hit nas paradas. O clima estava péssimo e os demais integrantes resolveram sair fora. Bonniwell resolveu seguir com a banda e rompeu o contrato com a Original Sound, o que significava perder o nome “Music Machine”. Mesmo assim, ele recrutou alguns amigos, assinou com a Warner e gravou o segundo disco da banda. Com o nome de Bonniwell Music Machine, o disco chegou às lojas no inicio de 67. Como os dois últimos singles, o ultimo disco foi um fracasso. Em 69 Sean ainda tentou a carreira solo com o disco Closer que foi totalmente ignorado.

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Os Beatniks

January 2, 2010

O primeiro post do ano vai com a banda mais nojenta da jovem guarda: Os Beatniks.

Os Beatniks foram descobertos por Roberto Carlos em 1965. Quando Roberto chegou a São Paulo estava procurando uma banda de apoio para acompanhar no seu novo programa sobre jovem guarda, foi quando deparou-se com Os Beatniks, que a contragosto dos produtores, foram contratados por terem o mesmo gosto musical de Roberto.

Os Beatniks seguiam o modelo do rock inglês, do garage rock e da psicodelia lado B, diferente das muitas bandas de jovem guarda.
Eles nunca gravaram um LP, mas nos presentearam com três compactos que são muito importantes para o garage rock nacional. Eles só gravaram versões e covers, mas alguns chegam a superar as originais.

Neste post, juntamos quase todas as musicas gravadas por eles, não conseguimos achar algumas versões de musicas dos Kinks e Yardbirds.

O disco começa com um cover da música “Glória”, dos irlandeses do Them, esse cover chega a ser mais violento do que a música original. O disco segue com a música “Fire”, do Jimi Hendrix, que é tão pesada quanto a original. Logo depois vem a música “Eu te encontro”, um modzinho nacional no típico modelo jovenguardiano. O disco segue com a violentíssima “Alligator Hat”, que, na minha opinião, é a música mais garageira que alguma banda do Brasil já fez, com direito a bateria porrada, vocal berrado e guitarra fuzz. A próxima é a primeira versão da música “C’Era Um Ragazzo Che Come Me Amava I Beatles E I Rolling Stones”, de Franco Miggliacci. Os Beatniks foram os primeiros a gravarem essa música, logo depois Os Incriveis vieram e fizeram uma versão meio diferente, mudando alguns versos. A última música é um cover dos Turtles, uma banda mod inglesa, a versão ta no mesmo nível da original.

Curtam o disco e sejam infelizes.

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Jimmy Hughes e a Sagrada Missão

December 15, 2009

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Hughes era um cara comum, trabalhava em uma fabrica de borracha e ia à igreja todos os domingos. Juntou-se a um grupo de musica gospel, foi aí que ele notou que não era um cara comum. Começou a se interessar mais pelo Rhythm & Blues e decidiu gravar um disco, foi até o FAME studio e gravou o album Steal Away. O dono do estúdio Rick Hall pirou no album, instantaneamente ele soube que tinha um grande sucesso em suas mãos, só faltava convencer o resto do país. Hall então teve a idéia de comprar duas caixas de vodka, pegar uma caminhonete emprestada e dar inicio a sagrada missão de transformar o Steal Away em um disco de sucesso. Hall passou por todas as estações de radio do sudeste incluindo Memphis, Tupelo, Little Rock, Nova Orleans e Mobile, deixando uma copia de Steal Away e uma garrafa de vodka em cada parada. E milagrosamente cada uma das rádios tocou Jimmi Hughes, e o disco se tornou um sucesso.

Jimmy saiu fora do trabalho e começou a excursionar com Sam Cooke, Jackie Wilson, Bobby Womack. Tocou no Apolo e em muitos outros teatros. Em 1970, Hughes se cansa da estrada, se aposenta do negocio da musica e volta a ser um cara comum que canta todos os domingos no coral da igreja.

Sem o disco de Jimmy Hughes e a sagrada missão de Rick Hall, o FAME Studio mais tarde não se tornaria o lendário Muscle Shoals Sound Studio responsável por muitos outros discos de sucesso.

Camaleão Porra Nenhuma…

December 2, 2009

Depois de levar um soco no olho direito e antes de mudar o sobre nome para Bowie, David Robert Jones com a sua banda The King Bees gravou suas primeiras musicas, um compacto com Liza Jane no lado A e Louie Louie Go Home no lado B. As musicas são dois beats raivosos que não têm nada a ver com os albuns seguintes que os indies estampam em suas blusas rosas.

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Mais uma banda inútil morria!

November 24, 2009

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O’Seis é nada mais nada menos que o pré-mutantes, foda-se, todo mundo sabe disso. Sabem também que eles lançaram só um compacto, com as musicas Suicida e Apocalipse. Composta por Raphael Vilardi e Rita Lee, Apocalipse é uma baladinha meio bossa nova com uma pegada twist em alguns momentos e a letra não tem nada a ver com os hô-bá-lá-lás da bossa. Suicida é um negocio sombrio com cara de twist, a letra é fudidamente pessimista, Arnaldo canta como se fosse um suicida mesmo, pronto pra se jogar de cima do manicômio ao invés do viaduto do chá. Se ela não tivesse sido composta por dois integrantes (Raphael Vilardi / Roberto Loyola) que saíram da banda antes da mesma se tornar Os Mutantes, eu diria que essa é uma das musicas mais legais dos Mutantes. Ainda atendendo por O’Seis, participaram do Compacto do Gemini II, com as musicas Lindo e Tchau Mug.

The King of Soul

November 20, 2009

No primeiro grande festival de rock do mundo, e que reunia Jimi Hendrix (Em seu primeiro show nos Estados Unidos), The Who, Janis Joplin… O maior show da noite foi de um negão americano que tocava Soul, era ídolo entre os mods da inglaterra e totalmente ignorado em seu pais. Estou falando do festival de Monterey e da lenda do Soul Otis Redding. E não é exagero nenhum, meus amigos! Olhem o que Brian Jones andou dizendo por aí: Nem por 1 milhão de libras subiria no palco depois de Otis Redding!

Otis Redding Morreu muito novo, aos 26 anos, em uma porra de um acidente de avião que junto com ele, levou três integrantes do Bar-Kays. Redding deixou pela metade o album que segundo ele, seria o “Sgt Peppers” do Soul, se chamaria The Dock of the Bay e seria lançando depois de sua morte junto como uma compilação de musicas de 1956 e 1967, acrescidas de algumas novas e do sucesso póstumo (Sittin’ On) the Dock of the Bay.

Sem duvida alguma, Otis Redding está na mesma prateleira que os monstros James Brown, Al Green e Sam Cooke. Eu diaria até que ele está um patama a cima, mas deixemos esses pretos no mesmo lugar. É difícil encontrar alguém que ainda não ouviu falar em Otis Redding, mas infelizmente às vezes ainda encontro em algumas mesas de bar algumas pessoas que vêm querer falar de soul, mas conhecem o negão mais aloprado do soul. Fico indignado, mando o cara baixar alguns discos do Otis e depois sair por aí falando de soul. E pra facilitar o trabalho desse povo, resolvi upar aqui no blog o maior clássico dele: Otis Blue.

O disco vem com a classica Respect regravada por Aretha Franklin, com as lindissimas Ole Man Trouble e I’ve Been Loving You Too Long, com covers fudidos de Change Is Gonna Come e Shake de Sam Cooke, e ainda tem uma versão porrada para I Can’t Get No, que começa com um ataque violento de metais na introdução.

01. Ole Man Trouble
02. Respect
03. A Change Is Gonna Come
04. Down in the Valley
05. I’ve Been Loving You Too Long

06. Shake
07. My Girl
08. Wonderful World
09. Rock Me Baby
10. Satisfaction
11. You Don’t Miss Your Water

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Como eu sei que vocês vão gostar, depois vou upando as outras pérolas dele.