Posts Tagged ‘beat’

Waking Up Scheherazade!!

June 10, 2010

Ninguém ficou de fora da musica feia, barulhenta e mal tocada. Enquanto bandas como Os Beatniks, Los Shains, Los Saicos, Music Machine, The Mops, Dara Puspita… tocavam o puteiro em seus respectivos países, Os turcos e os árabes loucos faziam o mesmo! Pense no som garageiro em sua mais pura forma, agora adicione um punhado de instrumentos excêntricos e um idioma bem diferente dos quais a gente está acostumado a ouvir. Pronto, tu tens nas tuas mãos duas coletâneas insanas copiladas por Allah.

A Coletânea Waking Up Scheherazad é formada por bandas somente dois paises Libano, Argelia, Armenia, Egito, Iran. Isso mesmo, até o Iran tava nesse rolo. São só musicas autorais, e o mais legal: Eles alopram no uso dos instrumentos típicos. Não morra sem antes ouvir a faixa numero 9, From the moon da banda The News.


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A Turkish Delights é tão excentrica quanto a Waking Up Scheherazard. E os turcos foram bozinhos com a gente, nos deram esse presentão com 26 musicas, entre elas meteram duas versões primatas: uma versão sombria e bizarra de In the Deep End do Artwood, chamada de In The deepings e uma versão selvagem e cheia de instrumentos típicos da clássica Land Of 1000 Dances do mestre Wilson Pickett, com o nome de Sana Bir Seyler Olmus.

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It’s The Mod Scene!!

May 5, 2010


Coletânea lançada pela gravadora Decca em 1998, reune as bandas mods mais undergrounds da Inglaterra de 62 à 68, qualquer música dessa coletânea passou muito longe de figurar entre as listas de mais tocadas. Mas isso não quer dizer que as musicas não são boas, muito Pelo contrario, essa coletanea vem carregada de varias perolas mods, que eram altamente valorizadas nos clubes nojentos da Inglaterra.


01. The Quik – Bert´s Apple Crumble
02. Hipster Image – Make her mine
03. The Poets – That´s the way it´s gotta be
04. The Wards of court – How could you say one thing
05. Graham Gouldman – Stop! Stop! Stop!
06. Pete Kelly´s Soulution – If you love don´t swing
07. Timebox – Girl don´t let me wait
08. Mockingbirds – Lovingly Yours
09. Amen Corner – Expressway to you heart
10. The Attack – We don´t know
11. Chris Farlowe – Air travel
12. Graham Bond Organisation – Little girl
13. The Outer Limits – Just one more chance
14. Ronnie Jones with the Nightimers – I need you loving
15. Small Faces – Grow your own
16. Zoot Money´s Big Roll Band – Walking the dog
17. Steve Aldo – Baby what you want me to do
18. Tom Jones – Dr. Love
19. Jimmy Winston & His Reflections – It´s no what you do
20. The Habits – Elbow baby
21. The Score – Beg me
22. Loose Ends – That´s it
23. St. Louis Union – East side story
24. Paul & Barry Ryan – There you go
25. Eyes of Blue – Supermarket full of cans

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Music Machine

March 8, 2010

No inicio eles se chamavam Raggamuffins e tocavam folkpop. Acreditem, uma das bandas responsáveis por toda a barulheira do garge punk 60’s, tocava folk no inicio. Mas bastou a entrada de Doug Rhodes e seu órgão farfisa e Marck Landon com sua guitarra fuzz para o Music Machine mostrar do que eles eram capazes.

O vocalista bonniwell pensava em algo chocante para o visual, e decidiu que só usariam a cor preta em tudo. Roupas, instrumentos, equipamentos e até no cabelo. Isso mesmo, todos os integrantes tingiram o cabelo na cor preta e ainda fizeram o clássico corte “cuia de tacaca”. O visual dark e as musicas berradas e agressivas empolgavam os jovens que gritavam na frente do palco, irritando os integrantes da banda, que mantinham uma postura bem arrogante durante os shows. Mais de uma vez um show do Music Machine terminou em porradaria. Nenhuma banda da época tinha uma estética tão assustadora quanto o Music Machine.  Não precisa nem dizer que viraram malditos no mundinho hippie que estava se formando em L.A.

Em 1966 eles foram para o estúdio gravar Come On In e Talk Talk. Talk Talk estourou e foi a primeira banda de garagem que alcançou a 15º posição nas paradas da Billboard e o numero um nas rádios de Loa Angeles. Talk talk é uma boa definição para o som da banda. São dois minutos de fuzz no talo, levada bem agressiva, órgão farfisa e a voz potente de Bonniwell no comando.

Os caras estavam com o diabo no coro, logo gravaram o primeiro disco. As gravações foram rápidas e ainda em 66 o disco estava nas lojas. Turn On é um dos clássicos do garage punk, é o inicio de um estilo totalmente único com a combinação de fuzz seco e rasgante com o órgão farfisa e a voz grave e berrada de Sean Bonniwell. O Fuzz Box foi feito em casa pelo baixista Keith Olsen, depois do Music Machine, 90% das bandas de garagem dos anos 60, usariam esse mesmo pedal. O Music Machine sabia muito bem como fazer musicas agressivas e ao mesmo tempo dançantes, talk talk, trouble, Masculine Intuition e The People In Me são bons exemplos dessa combinação.

Foram lançados mais dois singles, que não conseguiram ter nem 10% do sucesso do primeiro. O clima da banda começava a ficar ruim, os integrantes reclamavam que o vocalista ganhava muito mais que eles, que ganhavam quase nada. Sean Bonniwell andava realmente frustrado por não conseguir colocar mais nenhum hit nas paradas. O clima estava péssimo e os demais integrantes resolveram sair fora. Bonniwell resolveu seguir com a banda e rompeu o contrato com a Original Sound, o que significava perder o nome “Music Machine”. Mesmo assim, ele recrutou alguns amigos, assinou com a Warner e gravou o segundo disco da banda. Com o nome de Bonniwell Music Machine, o disco chegou às lojas no inicio de 67. Como os dois últimos singles, o ultimo disco foi um fracasso. Em 69 Sean ainda tentou a carreira solo com o disco Closer que foi totalmente ignorado.

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Os Beatniks

January 2, 2010

O primeiro post do ano vai com a banda mais nojenta da jovem guarda: Os Beatniks.

Os Beatniks foram descobertos por Roberto Carlos em 1965. Quando Roberto chegou a São Paulo estava procurando uma banda de apoio para acompanhar no seu novo programa sobre jovem guarda, foi quando deparou-se com Os Beatniks, que a contragosto dos produtores, foram contratados por terem o mesmo gosto musical de Roberto.

Os Beatniks seguiam o modelo do rock inglês, do garage rock e da psicodelia lado B, diferente das muitas bandas de jovem guarda.
Eles nunca gravaram um LP, mas nos presentearam com três compactos que são muito importantes para o garage rock nacional. Eles só gravaram versões e covers, mas alguns chegam a superar as originais.

Neste post, juntamos quase todas as musicas gravadas por eles, não conseguimos achar algumas versões de musicas dos Kinks e Yardbirds.

O disco começa com um cover da música “Glória”, dos irlandeses do Them, esse cover chega a ser mais violento do que a música original. O disco segue com a música “Fire”, do Jimi Hendrix, que é tão pesada quanto a original. Logo depois vem a música “Eu te encontro”, um modzinho nacional no típico modelo jovenguardiano. O disco segue com a violentíssima “Alligator Hat”, que, na minha opinião, é a música mais garageira que alguma banda do Brasil já fez, com direito a bateria porrada, vocal berrado e guitarra fuzz. A próxima é a primeira versão da música “C’Era Um Ragazzo Che Come Me Amava I Beatles E I Rolling Stones”, de Franco Miggliacci. Os Beatniks foram os primeiros a gravarem essa música, logo depois Os Incriveis vieram e fizeram uma versão meio diferente, mudando alguns versos. A última música é um cover dos Turtles, uma banda mod inglesa, a versão ta no mesmo nível da original.

Curtam o disco e sejam infelizes.

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Camaleão Porra Nenhuma…

December 2, 2009

Depois de levar um soco no olho direito e antes de mudar o sobre nome para Bowie, David Robert Jones com a sua banda The King Bees gravou suas primeiras musicas, um compacto com Liza Jane no lado A e Louie Louie Go Home no lado B. As musicas são dois beats raivosos que não têm nada a ver com os albuns seguintes que os indies estampam em suas blusas rosas.

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